Nada que Desabone


 



Quando ingressei na escola de teologia, no final da década de 1980, cópias de um pequeno texto datilografado foram distribuídas aos novos alunos. Ainda conservo o original guardado dentro da Bíblia, usando-o como marca-páginas. O conteúdo, conciso porém profundo, descreve um princípio da Palavra de Deus (Mt 18:15-17) e desafia quem o lê a assumir o compromisso de cumprí-lo. Não me foi possível avaliar o impacto que essa instrução escrita teve na vida dos meus colegas de turma, mas posso afirmar que ela me fez perceber as graves e inevitáveis consequências de falar negativamente sobre terceiros (Pv 11:12-13).

Na última semana de janeiro de 2025, contatei o atual reitor da escola onde estudei por cerca de cinco anos (de 1989 a 1993). Tivemos uma conversa rápida e amistosa. Trocamos algumas informações por escrito num desses aplicativos de mensagens on-line. O principal objetivo desse contato foi certificar-me de que não havia nenhuma reclamação pendente contra mim relativa ao período em que estive ali como aluno. Reproduzo aqui a resposta que recebi:

"Olá, João, bom dia. Não temos conhecimento de nada que desabone sua passagem aqui entre nós. Abraços."

Porém, apesar de nada ter acontecido que desabonasse a minha conduta naqueles anos de estudo e de preparação espiritual para servir a igreja de Cristo, tenho plena consciência da minha fraqueza e da total dependência da graça de Deus para permanecer irrepreensível (1 Tm 3:2). Sou pecador da cabeça aos pés (Rm 3:10,23). Se porventura algum resquício de bondade for encontrado em mim, será por mérito exclusivo do Senhor Jesus Cristo que me amou a ponto de sacrificar sua própria vida em meu lugar (Rm 5:8). A Ele seja "o louvor, a honra, a glória e o poder, para todo o sempre!" (Ap 5:13). Minha família, de origem muito humilde, fixou residência nesta cidade de Campinas, São Paulo, no início do ano de 1970. Cerca de uma década mais tarde, em 1983, "o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (Jo 1:29), veio ao meu encontro (Jo 15:16). Desde então, vivo pela fé nele, pois estou absolutamente convicto de que Ele é a minha única esperança de salvação (At 4:12; 1 Tm 2:5-6; Rm 6:23; Tt 3:4-7; Jo 3:16; Ef 2:8-9). Ao longo desta trajetória, tenho experimentado altos e baixos, erros e acertos, algo que me parece comum a todos os que participam da luta do Espírito contra a carne (Gl 5:17). Esclareço, porém, que as ofensas por mim cometidas até aqui têm sido corrigidas conforme orientação da Palavra de Deus (1 Jo 1:8-9). Entretanto, não posso deixar de reconhecer o poder santificador do Espírito de Deus, que opera em mim a sua graça diariamente. A despeito das lutas, a disposição para estudar a Palavra, orar, jejuar, renunciar ao pecado e viver a vida a serviço do Evangelho torna-se mais forte à medida que o fim se aproxima. O Senhor me confiou uma missão (Mt 28:19-20) e, confiante na orientação e no poder capacitador do Espírito Santo, seguirei em frente (Hb 12:1-3). Para concluir, quero desafiá-lo a aplicar o princípio que aprendi através daquele pequeno folheto. Assim como minha atitude para com os outros foi transformada, creio que a simples observância deste ensino pode promover uma grande mudança no comportamento da comunidade cristã de modo geral, reduzindo consideravelmente os inúmeros problemas de relacionamento causados pelo mau uso da língua (Tg 3:5-12). Para melhor visualizá-lo, clique na imagem abaixo: João Crisóstemo 07/02/2025


Suggested Song: https://youtu.be/n4ggKHAK_xk?si=EV92wzuxzqF6YCwq